Archive for the ‘peixeBeta’ Category

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Escola Aberta em Maranguape I – Paulista – PE

junho 25, 2008

Quando fui convidada por Robson para participar da Escola Aberta, não tinha idéia do que faziam. Sabia apenas que iria dar aulas de Informática/Inclusão Digital com GNU/Linux aos sábados pela manhã em escola pública, o que para mim, já era muito bom. Uma iniciativa legal, incluir digitalmente pessoas que não tem familiaridade com computador, que não sabem nem digitar nem manusear mouse.
No primeiro dia, vi meus alunos. Turma heterogênea, com pessoas que já sabiam utilizar computador, mas não sabiam nada de GNU/Linux e pessoas que estavam tendo seu primeiro contato com computador naquele momento. E fomos assim … tentando fazer com que aprendessem, cada um em seu ritmo. A mim e Robson se juntou Fred. E até então estamos os três como instrutores de uma das turmas de uma das atividades dos finais de semana da Escola Escritor José de Alencar, situada em Maranguape I, Paulista, Pernambuco. Falei ‘de uma das turmas de uma das atividades’ porque a comunidade e os estudantes do Grêmio dessa escola têm feito um trabalho muito legal. Tem aulas de xadrez, balé, karatê, bordado, música, teatro, desenho e pintura em tela, artesanato, tae-kwon-do, capoeira entre outras oficinas que ocorrem sem uma frequência pré-determinada, como a de grafiti.

É gratificante ver que as pessoas da comunidade vão à escola no final de semana. É na verdade, um conceito diferente do que se havia pois a escola perdeu a estigma de coisa obrigatória para virar espaço de lazer, e lazer com aprendizado que pode ajudar a gerar renda para essas famílias. Que esse projeto não morra e continue com essas atividades tão importantes para a comunidade.

peixebeta

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Histórias Nérdicas

junho 6, 2008

Fulano era um rapaz que vivia muito contente a cutucar no Debian e adorava testar comandos, shellscript, essas coisas… até que um dia disseram:
– Fulano, usa aptitude ao invés do apt-get que é mais legal, resolve melhor as coisas.
A carinha do Aptitude

Então Fulano, cegamente e na pressa, começou a usar o aptitude pela linha de comando, que era mais ‘estiloso’, mesmo porque, na interface do aptitude não se usava mouse e tinha que aprender os controls-t da vida e outros comandos que nem o vi tinha visto. Pronto! Estava ele já acostumado à coisa e quando o aptitude perguntava o que podia instalar ou remover ele nem lia, pedia logo pra executar. Foi assim que num belo dia de sol, que ele estava vendo através da janela da sala do suporte, que foi embora o GDM da pobre máquina enferma. Dizem as más linguas que nessa onda foi embora também até o apt. Desse dia em diante, Fulano se declarou avesso ao aptitude. Pobrezinho … do aptitude. Acontece que o aptitude é um gerenciador de pacotes que possui as funcionalidades do apt mais as do dselect e mais um bocadinho.

O problema dos pacotes que eram essenciais e que não poderiam ser desinstalados era simples de resolver pela interface do aptitude. Era apenas pedir pra ver os pacotes que eram pra ser baixados/instalados/removidos (é só apertar o ‘g’ no teclado), chegar no pacote que não deseja que seja removido e marcá-lo pra ficar, digitando ‘=’ ou ‘:’. O ‘=’ vai manter a versão que está do pacote e evita que esse pacote seja marcado para remoção posteriormente. O ‘:’ previne da remoção dessa vez, mas futuramente poderá pedir para remover o pacote novamente.

E Fulano, como ficou? Nem falei pra Fulano como resolvia isso, mas espero que leia o post e se lembre da história =D

peixe beta

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Mozilla-Composer

outubro 17, 2007

Eu ainda não tinha visto, acabei achando sem querer o Mozilla Composer aí não resisti e testei =D Funciona em browser e com ele o usuário fica com liberdade para digitar textos, criar tabelas, importar imagens, criar links e todo o básico para a criação de página com o auxílio de interface intuitiva. Possui abas para que se visualize a página, para ver o html gerado e também as tags html utilizadas(tem aba separada só para isso). E um validador que chama a página da w3c.

exemplo de teste

Eu em particular não sou chegada em código gerado, porém para quem gosta e para quem não está a fim de aprender código e mesmo assim quer fazer alguma página, para quem está começando e inclusive para motivar crianças a mexer com código de forma mais suave, eu creio que seja uma opção boa, com coisas a serem melhorados mas que já pode ser bastante útil.

peixebeta

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Roda, roda, roda que a IDE é um sonho que vai compilaaaarrr

outubro 5, 2007

Pois bem, assumindo a máxima: “não pergunta que eu respondo” e para deixar meu legado por aí, caso eu tenha um troço e vá “estudar geologia nos campos celestes”, resolvi postar como se compila algo em C + GTK no terminal. Mastigadinho para quem está começando.
Vai ter que ter na sua máquina(opa, lembrando que eu estou falando de GNU/LINUX em Debian):
– GTK, óbvio
– O famoso pacote build-essential (vai instalar gcc e um monte de coisa necessária para começo da brincadeira, mas se você já tem o negócio pronto, falo o gcc, não precisa do build-essential)
– pkg-config (ele vai dizer ao gcc onde se “esconde” o gtk – na verdade não só o gtk, ele é um dedo-duro no sistema hehehehe… ele retorna informações sobre bibliotecas instaladas)

Agora o legal é saber se seu sistema já tem isso, ou exatamente o que você vai precisar. Execute
dpkg -l | less

Digite
/o que você vai procurar

Tipo
/pkg-config

Aperte o “n” do teclado para mostrar a próxima ocorrência.

Para sair
q
(de quit)

Depois de tudo ok, vamos testar com um programinha básico. Para não imitar todo mundo, vamos fazer um “Pira, pirá, pirô”, ao invés de “Alô Mundo”. Uma documentação que eu gosto é a da GNOME.

#include <gtk/gtk.h>

int main(int argc, char **argv)
{
GtkWidget *janelinha_bonitinha;
gtk_init(&argc, &argv);
janelinha_bonitinha = gtk_window_new(GTK_WINDOW_TOPLEVEL);
gtk_window_set_title(GTK_WINDOW (janelinha_bonitinha), “Pira, pirá, pirô”);
gtk_window_set_default_size(GTK_WINDOW(janelinha_bonitinha), 300,200);
gtk_widget_show(janelinha_bonitinha);
gtk_main();
return 0;
}

O comando para compilação é:
gcc -Wall -g teste.c -o teste `pkg-config – -cflags – -libs gtk+-2.0`

O ` é crase mesmo, não é aspa simples não.

Depois é só executar
./teste

e ver uma janelinha assim:

exemplo.png

Você pode saber se o pkg-config está pegando se executá-lo sem ser pelo gcc. A saída é algo parecido:
dea@biu-debian:~$ pkg-config –cflags –libs gtk+-2.0
-I/usr/include/gtk-2.0 -I/usr/lib/gtk-2.0/include -I/usr/include/atk-1.0 -I/usr/include/cairo -I/usr/include/pango-1.0 -I/usr/include/glib-2.0 -I/usr/lib/glib-2.0/include -lgtk-x11-2.0 -lgdk-x11-2.0 -latk-1.0 -lgdk_pixbuf-2.0 -lm -lpangocairo-1.0 -lfontconfig -lXext -lXrender -lXinerama -lXi -lXrandr -lXcursor -lXfixes -lpango-1.0 -lcairo -lX11 -lgobject-2.0 -lgmodule-2.0 -ldl -lglib-2.0

Bem… acho que dá para começar.

peixebeta

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II ENSL e Aracaju

outubro 3, 2007

Cada pessoa pode olhar determinada coisa sob diferentes aspectos. Decompus meu “eu” para falar sobre o II ENSL e Aracaju:

meu “eu” fresco: Aiiiiii!!!! Palestrantes, participantes, local, cidade, organização: tudo fofinho. Destaque para o fofo mais fofo que foi o menino de nove anos que estava falando do OLPC, Rodrigo Fischer.

meu “eu” técnico: As palestras contemplaram diversos temas, possibilitando que pessoas que fossem de outras áreas participassem. As de segurança tiveram um nível avançado e foram muito boas.Teve uma quantidade grande de gente, que poderam estar distribuidos em 4 palestras simultâneas, além de alguma oficina.

meu “eu” recifense: Que esquisito! A cidade não é cheia de lixo, nem tem pedinte, é planejada e a orla é um show. Os semáforos são mágicos: a gente se aproxima com o carro e eles vão abrindo.

meu “eu” religioso: Escolher uma distro é quase como escolher uma religião. Sendo assim, o evento foi religioso, com 3 dias de cultos ecumênicos onde pessoas de religiões diferentes conversavam(isso não aconteceu com todos não, teve um que “latiu” com a gente, só por causa da diferença de “religião”) e se abraçavam.

meu “eu” da área de humanas: É como sempre digo: o melhor desses encontro são as pessoas que você conhece lá.

E para finalizar o post, o meu “eu” sintético: O evento foi muito bom, numa cidade muito bonita, cheia de gente muito legal das quais já tenho saudade. A viagem e o evento me mostraram que tem como dar um “break” na correria que levo aqui em Recife, onde sempre existem milhares de coisas a serem feitas tudo no mesmo horário, os ônibus são sempre cheios, o trânsito sempre congestionado e somos todos viciados nisso. Foi um descanso não físico de fato, e sim dos “vícios” da rotina.

bjo,

PeixeBeta

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Manual do Nerd – Brincando com Fork Bomb

setembro 17, 2007

É bom ter amigos para fazerem alguns teste para nós, como esse aqui:
teste(){teste | teste & }; teste

Pedi para alguns amigos testarem o código acima pelo terminal do Linux:

– Ô fulano, testa esse código para mim, por favor – Falei.
– OK – Falou a vítima.
– Olha, não executa isso em servidor não, e salva as tuas coisas – Fui boazinha que avisei.
– E tu me avisa agora?? – Foi ingrato de não me agradecer(é certo que depois que executa é um pouco tarde).

Depois a pessoa ficava off-line, porque travava e tinha que reiniciar a máquina =D

O nome da brincadeira é fork-bomb e não perdoa. É uma forma de ataque para negação de serviço, onde um processo é criado, criando outro e outro e outro… em um loop infinito até que a máquina fique saturada de processos e então trave de um jeito que só resetando mesmo.

Com Windows a gente também pode brincar. Escreve no Notepad:
:s
start %0
goto s

Salva como “.bat” e executa. Pronto! ele vai abrir um monte de janelas do prompt e depois travar
=D

No Linux tem como se precaver disso. Através do ulimit pode-se reduzir a quantidade de processos em execução:
$ ulimit -u [numero_máximo_de_processos]

Ou então dar uma olhada no /etc/security/limits.conf e editar algumas coisinhas.

Ainda brinquei mais pelo instant messenger e também por e-mail. Não sei porque as pessoas ficavam off-line hehehehehehehehhe
Apesar de ter sido uma experiência legal(para mim) não dá para ficar dando uma de engenheira social por aí. Vá que alguém esteja, por exemplo, digitando algo importantíssimo como um e-mail com o planejamento da dominação do planeta? Eu entraria no topo da lista de pessoas a serem exterminadas! Não quero isso não. Ainda tenho outras coisa para pedir para testarem pra mim =D

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Algumas Ferramentas

setembro 17, 2007

No início era o vazio… Depois veio a interface gráfica e então biu(meu computador) pode conhecer algumas ferramentas de desenvolvimento no Linux. Entre as IDEs que mais gosto estão a SCITE(se bem que o propósito deste é ser editor de texto mesmo) e a ANJUTA.
As duas para funcionar, claro, e também dependendo da linguagem, tem que antes instalar gcc, pacotes cli, g++, make, python, ruby e por aí vai… Você que faz o cardápio de linguagens.
O Scite , que ainda é pouco conhecido, é bastante simples e minhas primeiras linhas de Ruby foram com ele. Tem um autocomplete bem simples e estilo de realce(inclusive para C#) de acordo com a linguagem selecionada a se trabalhar. Mostra número de linhas, compila e roda seus programinhas e mostra mensagens de compilação, execução e erro. Abaixo um print-screen do Scite:
scite
O Anjuta é um projeto mais elaborado. Oferece um terminal do sistema(gnome-terminal) e integração com CVS, que é coisa vital para quem programa devido às inúmeras versões de um mesmo criadas. Além de: estilo de realce, mostrar número de linhas, depurador, autocomplete, janela de projeto, zoom, permite edição dos comandos para compilação do código, editor de fonte… Abaixo um print-screen do Anjuta.
Anjuta
Ainda andei dando uma olhada no IDLE , IDE Python feita em Tkinter, que fornece um Shell Python. Bastante simples e leve. O que achei mais legal nele foi a opção “Open Module…” por onde se abre o código do módulo(os, zipfile, codecs…).
tkinter.png

Bem, ferramentas para desenvolvimento existem, esses são apenas alguns exemplos das ferramentas já existentes e disponíveis para Linux. Não são projetos perfeitos, mesmo porque estarão sempre em evolução, porém são exemplos de que para desenvolver em plataforma livre, não precisa ser rei de linha de comando, nem ter um curso de 6 meses numa escola especializada. Muito ao contrário, são bastante intuitivas e para começar basta instalar!

=*