Archive for the ‘Linux’ Category

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Histórias Nérdicas

junho 6, 2008

Fulano era um rapaz que vivia muito contente a cutucar no Debian e adorava testar comandos, shellscript, essas coisas… até que um dia disseram:
– Fulano, usa aptitude ao invés do apt-get que é mais legal, resolve melhor as coisas.
A carinha do Aptitude

Então Fulano, cegamente e na pressa, começou a usar o aptitude pela linha de comando, que era mais ‘estiloso’, mesmo porque, na interface do aptitude não se usava mouse e tinha que aprender os controls-t da vida e outros comandos que nem o vi tinha visto. Pronto! Estava ele já acostumado à coisa e quando o aptitude perguntava o que podia instalar ou remover ele nem lia, pedia logo pra executar. Foi assim que num belo dia de sol, que ele estava vendo através da janela da sala do suporte, que foi embora o GDM da pobre máquina enferma. Dizem as más linguas que nessa onda foi embora também até o apt. Desse dia em diante, Fulano se declarou avesso ao aptitude. Pobrezinho … do aptitude. Acontece que o aptitude é um gerenciador de pacotes que possui as funcionalidades do apt mais as do dselect e mais um bocadinho.

O problema dos pacotes que eram essenciais e que não poderiam ser desinstalados era simples de resolver pela interface do aptitude. Era apenas pedir pra ver os pacotes que eram pra ser baixados/instalados/removidos (é só apertar o ‘g’ no teclado), chegar no pacote que não deseja que seja removido e marcá-lo pra ficar, digitando ‘=’ ou ‘:’. O ‘=’ vai manter a versão que está do pacote e evita que esse pacote seja marcado para remoção posteriormente. O ‘:’ previne da remoção dessa vez, mas futuramente poderá pedir para remover o pacote novamente.

E Fulano, como ficou? Nem falei pra Fulano como resolvia isso, mas espero que leia o post e se lembre da história =D

peixe beta

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Zip multi-part

junho 1, 2008

Olá gente.

Domingo a noite, querendo assistir a mais um episódio da minha série favorita me deparei com um problema… o arquivo [enorme] estava zipado e subdividido em três partes da seguinte forma:

– episodio.zip
– episodio.z01
– episodio.z02

Como isso foi feito? Não sei. ^^

Ao clicar no episodio.zip o compactador de arquivos me retornou a seguinte mensagem de erro:

“warning [/home/celina/Videos/episodio.zip]: zipfile claims to be last disk of a multi-part archive; attempting to process anyway, assuming all parts have been concatenated together in order. Expect “errors” and warnings…true multi-part support doesn’t exist yet (coming soon).”

Resumindo a ópera, o suporte multi-part ainda não existe (será implementado em breve). Foi aí que o tio google salvou minha noite de domingo. Usei a info do seguinte link http://hendra-k.net/how-to-extract-multi-part-zip-files.html

Entra no diretório [usando o console viu?] onde estão os arquivos multi-part a serem unidos e manda ver:

celina@flor $ cat episodio.* > episodio-full.zip
celina@flor $ zip -F espisodio-full.zip
celina@flor $ unzip episodio-full.zip

Onde:
– A primeira linha concatena os arquivos em um só.
– A segunda é um fix que pode ser usado quando um arquivo zip estiver truncado, por exemplo. Nesse caso acima ele ajuda a garantir a integridade desse zipstein montando com pedaços de zips.
– A terceira deszipa a parada.

Prontinho! Duplo clique no meu episódio querido do coração, e diversão garantida. \o/

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II ENSL e Aracaju

outubro 3, 2007

Cada pessoa pode olhar determinada coisa sob diferentes aspectos. Decompus meu “eu” para falar sobre o II ENSL e Aracaju:

meu “eu” fresco: Aiiiiii!!!! Palestrantes, participantes, local, cidade, organização: tudo fofinho. Destaque para o fofo mais fofo que foi o menino de nove anos que estava falando do OLPC, Rodrigo Fischer.

meu “eu” técnico: As palestras contemplaram diversos temas, possibilitando que pessoas que fossem de outras áreas participassem. As de segurança tiveram um nível avançado e foram muito boas.Teve uma quantidade grande de gente, que poderam estar distribuidos em 4 palestras simultâneas, além de alguma oficina.

meu “eu” recifense: Que esquisito! A cidade não é cheia de lixo, nem tem pedinte, é planejada e a orla é um show. Os semáforos são mágicos: a gente se aproxima com o carro e eles vão abrindo.

meu “eu” religioso: Escolher uma distro é quase como escolher uma religião. Sendo assim, o evento foi religioso, com 3 dias de cultos ecumênicos onde pessoas de religiões diferentes conversavam(isso não aconteceu com todos não, teve um que “latiu” com a gente, só por causa da diferença de “religião”) e se abraçavam.

meu “eu” da área de humanas: É como sempre digo: o melhor desses encontro são as pessoas que você conhece lá.

E para finalizar o post, o meu “eu” sintético: O evento foi muito bom, numa cidade muito bonita, cheia de gente muito legal das quais já tenho saudade. A viagem e o evento me mostraram que tem como dar um “break” na correria que levo aqui em Recife, onde sempre existem milhares de coisas a serem feitas tudo no mesmo horário, os ônibus são sempre cheios, o trânsito sempre congestionado e somos todos viciados nisso. Foi um descanso não físico de fato, e sim dos “vícios” da rotina.

bjo,

PeixeBeta

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maio 14, 2007

uahuhuhUAhuhAhuah

taih meu perfil:

You are C++. You are very popular and open to suggestions. Many have tried to be like you, but haven't been successful
Which Programming Language are You?

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CVS quem?

março 7, 2007

Era dia de seminário sobre gerência de configuração, e um grupo tinha acabado de apresentar um trabalho sobre Subversion. Aí, um engraçadinho, sabendo que eu gosto de Software Livre chegou para mim e falou:

– Que pena, o CVS faz isso? Aliás, o que é CVS mesmo?

E eu, pensei logo: ganhei espaço! E respondi:

– CVS significa Concurrent Version System significa Sistema de Versões Concorrentes é uma ferramenta de controle de versão, assim como o Subversion. Claro que o Subversion tem ganho mais terreno, mas o CVS ainda é muito utilizado e o projeto pode até não “investir” em marketing como o Subversion, mas está se melhorando aos poucos. Com ele você pode brincar de fazer e desfazer modificações em arquivos(de preferência que não seja binário) e ainda ter a sorte de ter todas as versões produzidas armazenadas e a seu dispor =] Um dos mitos existentes é que o CVS é para uso de empresas e grandes grupos e etc… mas isso não é verdade, você pode utilizá-lo em sua casa, individualmente, numa boa.

O cidadão ficou calado, com ar irônico, como quem quer atacar novamente, então eu contrataquei, com base em informações relacionadas que foram omitidas no seminário. Para contar vantagens, eu fui falar do RCS e sua “perspicácia”. O subversion também utiliza um sistema parecido, que eu claro, não explicaria para o rapaz, pois meu foco era o CVS. Continuei:

– O CVS trabalha utilizando um tal de RCS, o Revision Control System, ou Sistema de Controle de Revisão. O RCS cede ao CVS, entre outras coisas, uma característica importantíssima: o modo de armazenamento de arquivos, na prática, os arquivos de histórico. Eles terminam com “,v” e são arquivos de texto inteligentes. Ele coloca todas as versões de um mesmo arquivo em apenas um arquivo “.txt”.

Ele, para alegrar a conversa “pega a deixa”:

– Vixe! Imagino a beleza! Um arquivão, cheio de texto, para procurar alguma coisa a pessoa sofre!

– Aí que vem a grande sacada! São armazenadas nesse arquivo apenas as modificações – Respondi.

– Oxi, e como é que é isso? Não estou entendendo! Tem algo errado aí… tem certeza disso que você falou agora?

Continuei a minha explanação:

– Porque esse arquivo de texto, o arquivo de histórico que falei, possui strings especiais, tipo códigos que “separam” e identificam cada versão e que permanecem escondidos do usuário. Quando o usuário visualizar o arquivo, esses códigos do arquivo “,v” não serão vistos. Será vista ou a versão mais recente ou a versão solicitada pelo usuário. Os códigos que existem no arquivo separam e organizam as informações de forma eficiente.

Foi aí que ele começou a ponderar e o mais importante: calar a boca em relação ao CVS. Eu, já me contentando e me achando a garota-propaganda do CVS falei mais ainda:

– Outra ferramenta muito importante da qual o CVS faz uso é do diff. É ele mesmo! O diff que a gente utiliza em terminal, porém implementado para o CVS.

Ele respondeu:

– É… até que parece ser legal o CVS…

– Ele é muito legal, e para quem não gosta de linha de comando, também existe a opção de utilizar interfaces gráficas como o Cervisia e de utilizar um diff bem bonitinho, que é o kdiff3, muito fofinho. – Falei já rindo.

Mas como nem tudo é belo, eu tive que falar dos pontos fracos:

– Infelizmente, o CVS também possui pontos fracos, como por exemplo a falta de habilidade com arquivos binários(vale lembrar que o .doc, o .odt são binários).

Ele respondeu reticencioso:
– É… tem que melhorar ainda, mas parece ser bom. Qualquer dia desses vou testar.

Olhei para o rapaz com um jeito de quem diz “satisfeito, ou ainda vai tirar onda?”. Ele saiu de perto. Talvez tivesse saído para procurar argumentos contra, ou quem sabe disseminar o que acabou de ouvir…
Mesmo assim eu fiquei feliz no final da conversa, pois ele pode ao menos pensar diferente. Também, depois de todo comercial, nada mais justo!

peixebeta

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Usuários Linux

fevereiro 2, 2007

Recentemente minha irmã e meu cunhado compraram um notebook e por razoes economicas um notebook com linux! Ta, talvez o fato de eu ter sido a “consultora” da compra tenha influenciado um pouco =P

– Qual o linux?

– Mandriva.

Respirei aliviada. Não que os rpm’s sejam os meus favoritos (hehehe), mas mandriva é linux conhecido, tem estrada! Nada pior do que aqueles “Phoenix linux” que vem instalados nos pcs solidarios e que nao tem suporte nem na internet, nem em forum, nem no raio que o parta.

Realmente o pessoal tinha feito um trabalho da po%#%! O danado tava rodando redondinho, todo configurado. Tiveram o cuidado até de exibir nos menus não o nome do programa mas a função dele, tipo “gravador de cd” e “editor de texto”, tudo visando facilitar a adaptação do usuário. rsrs Num é que tem até anti-vírus??

Uns dias depois meu cunhado veio me falar de formatação+rWindows+M$Office. Oo

<respirando fundo>

Por que tu quer formatar?

< /respirando fundo>

Resumindo, meu cunhado queria porque num tava se adaptando ao openOffice (apesar de usa-lo no trabalho sem problemas) e minha irmã porque num conseguia abrir a coleção de gifs e fotos de desenho animado da Disney.

Fui lá atualizei o openOffice (a versao que tava la era a 1.1.5, sem chance de ser usado a contento né?), configurei umas coisinhas e mostrei como mudar o tema do pc, como deixar os menus transparentes e como gravar cd.

Prontinho!

<minha irma rindo >

– O mais legal é que ninguém vai catucar porque é linux e as pessoas não sabem que usa igual ao windows, que tem icone, que os programas funcionam…

</minha irma rindo>

<meu cunhado alisando o bucho e gravando cd no k3b>

– Esse bicho é mais simples do que o nero.
</meu cunhado alisando o bucho e gravando cd no k3b>

=)~

Bem que Marceru tinha me dito! Tudo que o usuário final precisa é ter suas necessidades satisfeitas!!!!

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Xorg.conf

janeiro 26, 2007

Frank (meu pc) ganhou um upgrade de Natal pra poder rodar as paradas que eu preciso pra aula. Ai surgiu a questao, Marcelo (Setanta), tu acha que vai reconhecer o hardware automaticamente? Num sei, mas vale a pena testar.

De fato tudo funcionou, exceto a interface grafica =$

Existe um arquivo chamado xorg.conf ( fica la em /etc/X11/xorg.conf ) que controla coisas como a especificacao do monitor, o chipset do adaptador de video, o layout de teclado, configuracoes relativas ao mouse e por aih vai.

Era exatamente esse arquivo de configuracao que num tava sendo atualizado pro meu hardware novo, e como configurar-lo na mao num tava surtindo efeito usei o w3m, pesquisei na net casos parecidos e achei uma dica que salvou o dia, aih resolvi registra-la aqui.

Reiniciei frank e rodei um live cd do ubuntu (funciona com outros lives, mas ubuntu eh o mais aparentado com o Debian que eh o q ta rodando lah em casa ), esperei que ele configurasse tudo o que era necessario para inicializar o linux (e isso inclui o Xorg.conf!!!!)

Ai foi so montar meu hd (a particao que ta o linux)
$ sudo mount /dev/hda2 /mnt

fazer um backup do meu antigo xorg.conf
$ sudo cp /mnt/etc/X11/xorg.conf /mnt/etc/X11/xorg_backup.conf

e copiar o xorg.conf do live pro diretorio correto do meu hd
$ sudo cp /etc/X11/xorg.conf /mnt/etc/X11/

e prontinho!!

No meu caso foi essencial ter guardado uma copia do arquivo antigo porque o live num tinha configurado o layout do teclado como br-abnt2. Ai foi so copiar essa parte do meu xorg antigo pro novo!

Pena que nao tive tempo de testar se o resto do sistema tava funcionando legal com a placa mae nova…uns dias depois meu hd pifou com todos os meu arquivos dentro [suspiro…]

Xeros!!