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CVS quem?

março 7, 2007

Era dia de seminário sobre gerência de configuração, e um grupo tinha acabado de apresentar um trabalho sobre Subversion. Aí, um engraçadinho, sabendo que eu gosto de Software Livre chegou para mim e falou:

– Que pena, o CVS faz isso? Aliás, o que é CVS mesmo?

E eu, pensei logo: ganhei espaço! E respondi:

– CVS significa Concurrent Version System significa Sistema de Versões Concorrentes é uma ferramenta de controle de versão, assim como o Subversion. Claro que o Subversion tem ganho mais terreno, mas o CVS ainda é muito utilizado e o projeto pode até não “investir” em marketing como o Subversion, mas está se melhorando aos poucos. Com ele você pode brincar de fazer e desfazer modificações em arquivos(de preferência que não seja binário) e ainda ter a sorte de ter todas as versões produzidas armazenadas e a seu dispor =] Um dos mitos existentes é que o CVS é para uso de empresas e grandes grupos e etc… mas isso não é verdade, você pode utilizá-lo em sua casa, individualmente, numa boa.

O cidadão ficou calado, com ar irônico, como quem quer atacar novamente, então eu contrataquei, com base em informações relacionadas que foram omitidas no seminário. Para contar vantagens, eu fui falar do RCS e sua “perspicácia”. O subversion também utiliza um sistema parecido, que eu claro, não explicaria para o rapaz, pois meu foco era o CVS. Continuei:

– O CVS trabalha utilizando um tal de RCS, o Revision Control System, ou Sistema de Controle de Revisão. O RCS cede ao CVS, entre outras coisas, uma característica importantíssima: o modo de armazenamento de arquivos, na prática, os arquivos de histórico. Eles terminam com “,v” e são arquivos de texto inteligentes. Ele coloca todas as versões de um mesmo arquivo em apenas um arquivo “.txt”.

Ele, para alegrar a conversa “pega a deixa”:

– Vixe! Imagino a beleza! Um arquivão, cheio de texto, para procurar alguma coisa a pessoa sofre!

– Aí que vem a grande sacada! São armazenadas nesse arquivo apenas as modificações – Respondi.

– Oxi, e como é que é isso? Não estou entendendo! Tem algo errado aí… tem certeza disso que você falou agora?

Continuei a minha explanação:

– Porque esse arquivo de texto, o arquivo de histórico que falei, possui strings especiais, tipo códigos que “separam” e identificam cada versão e que permanecem escondidos do usuário. Quando o usuário visualizar o arquivo, esses códigos do arquivo “,v” não serão vistos. Será vista ou a versão mais recente ou a versão solicitada pelo usuário. Os códigos que existem no arquivo separam e organizam as informações de forma eficiente.

Foi aí que ele começou a ponderar e o mais importante: calar a boca em relação ao CVS. Eu, já me contentando e me achando a garota-propaganda do CVS falei mais ainda:

– Outra ferramenta muito importante da qual o CVS faz uso é do diff. É ele mesmo! O diff que a gente utiliza em terminal, porém implementado para o CVS.

Ele respondeu:

– É… até que parece ser legal o CVS…

– Ele é muito legal, e para quem não gosta de linha de comando, também existe a opção de utilizar interfaces gráficas como o Cervisia e de utilizar um diff bem bonitinho, que é o kdiff3, muito fofinho. – Falei já rindo.

Mas como nem tudo é belo, eu tive que falar dos pontos fracos:

– Infelizmente, o CVS também possui pontos fracos, como por exemplo a falta de habilidade com arquivos binários(vale lembrar que o .doc, o .odt são binários).

Ele respondeu reticencioso:
– É… tem que melhorar ainda, mas parece ser bom. Qualquer dia desses vou testar.

Olhei para o rapaz com um jeito de quem diz “satisfeito, ou ainda vai tirar onda?”. Ele saiu de perto. Talvez tivesse saído para procurar argumentos contra, ou quem sabe disseminar o que acabou de ouvir…
Mesmo assim eu fiquei feliz no final da conversa, pois ele pode ao menos pensar diferente. Também, depois de todo comercial, nada mais justo!

peixebeta

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.pen drive.

março 4, 2007

Vinha eu conversando com Guardião na saída da aula e de repente me ocorreu uma lembrança seguida de uma pergunta e de uma resposta.

A lembrança: a música O Caderno composta por Toquinho e Mutinho que fala de um caderno que acompanha os passos da vida de uma menina que vira mulher. Taí um pedacinho da letra:

Sou eu que vou seguir você
Do primeiro rabisco até o bê-a-bá
Em todos os desenhos coloridos vou estar
A casa, a montanha, duas nuvens no céu
E um sol a sorrir no papel

Aí me veio a pergunta, o que seria dessa música nos tempos de hoje? Todo mundo na minha classe usa pen drive no lugar do caderno!!

Aí me veio a resposta que na verdade ta mais pra tiração de onda:

Serei um USB dois ponto zero
de um gigabyte se você quiser
Toco mp3, mp4 e tudo que vier
Só peço a você um favor se puder
Não coloque uma pilha qualquer

Alguém se habilita a terminar?? 😉

Xeros