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II ENSL e Aracaju

Outubro 3, 2007

Cada pessoa pode olhar determinada coisa sob diferentes aspectos. Decompus meu “eu” para falar sobre o II ENSL e Aracaju:

meu “eu” fresco: Aiiiiii!!!! Palestrantes, participantes, local, cidade, organização: tudo fofinho. Destaque para o fofo mais fofo que foi o menino de nove anos que estava falando do OLPC, Rodrigo Fischer.

meu “eu” técnico: As palestras contemplaram diversos temas, possibilitando que pessoas que fossem de outras áreas participassem. As de segurança tiveram um nível avançado e foram muito boas.Teve uma quantidade grande de gente, que poderam estar distribuidos em 4 palestras simultâneas, além de alguma oficina.

meu “eu” recifense: Que esquisito! A cidade não é cheia de lixo, nem tem pedinte, é planejada e a orla é um show. Os semáforos são mágicos: a gente se aproxima com o carro e eles vão abrindo.

meu “eu” religioso: Escolher uma distro é quase como escolher uma religião. Sendo assim, o evento foi religioso, com 3 dias de cultos ecumênicos onde pessoas de religiões diferentes conversavam(isso não aconteceu com todos não, teve um que “latiu” com a gente, só por causa da diferença de “religião”) e se abraçavam.

meu “eu” da área de humanas: É como sempre digo: o melhor desses encontro são as pessoas que você conhece lá.

E para finalizar o post, o meu “eu” sintético: O evento foi muito bom, numa cidade muito bonita, cheia de gente muito legal das quais já tenho saudade. A viagem e o evento me mostraram que tem como dar um “break” na correria que levo aqui em Recife, onde sempre existem milhares de coisas a serem feitas tudo no mesmo horário, os ônibus são sempre cheios, o trânsito sempre congestionado e somos todos viciados nisso. Foi um descanso não físico de fato, e sim dos “vícios” da rotina.

bjo,

PeixeBeta

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Manual do Nerd – Brincando com Fork Bomb

Setembro 17, 2007

É bom ter amigos para fazerem alguns teste para nós, como esse aqui:
teste(){teste | teste & }; teste

Pedi para alguns amigos testarem o código acima pelo terminal do Linux:

- Ô fulano, testa esse código para mim, por favor – Falei.
- OK – Falou a vítima.
- Olha, não executa isso em servidor não, e salva as tuas coisas – Fui boazinha que avisei.
- E tu me avisa agora?? – Foi ingrato de não me agradecer(é certo que depois que executa é um pouco tarde).

Depois a pessoa ficava off-line, porque travava e tinha que reiniciar a máquina =D

O nome da brincadeira é fork-bomb e não perdoa. É uma forma de ataque para negação de serviço, onde um processo é criado, criando outro e outro e outro… em um loop infinito até que a máquina fique saturada de processos e então trave de um jeito que só resetando mesmo.

Com Windows a gente também pode brincar. Escreve no Notepad:
:s
start %0
goto s

Salva como “.bat” e executa. Pronto! ele vai abrir um monte de janelas do prompt e depois travar
=D

No Linux tem como se precaver disso. Através do ulimit pode-se reduzir a quantidade de processos em execução:
$ ulimit -u [numero_máximo_de_processos]

Ou então dar uma olhada no /etc/security/limits.conf e editar algumas coisinhas.

Ainda brinquei mais pelo instant messenger e também por e-mail. Não sei porque as pessoas ficavam off-line hehehehehehehehhe
Apesar de ter sido uma experiência legal(para mim) não dá para ficar dando uma de engenheira social por aí. Vá que alguém esteja, por exemplo, digitando algo importantíssimo como um e-mail com o planejamento da dominação do planeta? Eu entraria no topo da lista de pessoas a serem exterminadas! Não quero isso não. Ainda tenho outras coisa para pedir para testarem pra mim =D

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Algumas Ferramentas

Setembro 17, 2007

No início era o vazio… Depois veio a interface gráfica e então biu(meu computador) pode conhecer algumas ferramentas de desenvolvimento no Linux. Entre as IDEs que mais gosto estão a SCITE(se bem que o propósito deste é ser editor de texto mesmo) e a ANJUTA.
As duas para funcionar, claro, e também dependendo da linguagem, tem que antes instalar gcc, pacotes cli, g++, make, python, ruby e por aí vai… Você que faz o cardápio de linguagens.
O Scite , que ainda é pouco conhecido, é bastante simples e minhas primeiras linhas de Ruby foram com ele. Tem um autocomplete bem simples e estilo de realce(inclusive para C#) de acordo com a linguagem selecionada a se trabalhar. Mostra número de linhas, compila e roda seus programinhas e mostra mensagens de compilação, execução e erro. Abaixo um print-screen do Scite:
scite
O Anjuta é um projeto mais elaborado. Oferece um terminal do sistema(gnome-terminal) e integração com CVS, que é coisa vital para quem programa devido às inúmeras versões de um mesmo criadas. Além de: estilo de realce, mostrar número de linhas, depurador, autocomplete, janela de projeto, zoom, permite edição dos comandos para compilação do código, editor de fonte… Abaixo um print-screen do Anjuta.
Anjuta
Ainda andei dando uma olhada no IDLE , IDE Python feita em Tkinter, que fornece um Shell Python. Bastante simples e leve. O que achei mais legal nele foi a opção “Open Module…” por onde se abre o código do módulo(os, zipfile, codecs…).
tkinter.png

Bem, ferramentas para desenvolvimento existem, esses são apenas alguns exemplos das ferramentas já existentes e disponíveis para Linux. Não são projetos perfeitos, mesmo porque estarão sempre em evolução, porém são exemplos de que para desenvolver em plataforma livre, não precisa ser rei de linha de comando, nem ter um curso de 6 meses numa escola especializada. Muito ao contrário, são bastante intuitivas e para começar basta instalar!

=*

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Conhecimento e promiscuidade

Maio 25, 2007

“O conhecimento é promíscuo, se mistura.* ” Às vezes penso que a grande sacada do pensador, do filósofo, é traduzir com poucas palavras o que conhecemos e que é intrínseco. Tipo aquela inveja que a gente sente e que externamos como simples raiva, e não entendemos que é inveja até que alguém nos diga isso, ou apenas depois de muito nos analisarmos. Negamos a nós mesmos.
A promiscuidade é apenas mistura sem ordem. Pode dar uma olhada no dicionário, caso você suspeite que eu esteja usando de eufemismo. O conhecimento se mistura e dismistifica(ou não). O mesmo vinho tem gosto diferente para uma mesma pessoa, se entre o primeiro e o segundo gole essa pessoa conversou com alguém que entenda de vinho e esta lhe passou algumas dicas de degustação.
O conhecimento, além de promíscuo, altera a percepção em diversos níveis. Partindo da maçã que Adão comeu, da “Analogia da Caverna” de Platão até o  “Perceber é conceber” de Octavio Paz. Informações são jogadas a nós através de outdoors, spams, janelas de pop-up, outbus e etc, porém … o que é mesmo importante? Nem toda informação traz algum conhecimento que valha, isto é, se trouxer. E mesmo que batam em nossa porta informações importantíssimas, quantos de nós a deixamos entrar? A informação e consequentemente o conhecimento está sendo banalizado, sendo considerado um lugar-comum, algo que não chama mais tanta atenção. É ainda pior a questão sobre o que fazer com o conhecimento adquirido. Aí ele mostra mais uma face: a da embriaguez. Tem pessoas que se sentem no topo do mundo, ficam cegas e acabam por cair na armadilha do pensar que se é infalível. Quem seria assim com tanta informação fluindo em ondas que a gente nem vê?
Ainda penso que sábio mesmo foi Sócrates que disse saber nada saber. Ninguém detém a verdade absoluta e poucas são as barreiras em busca do conhecimento, o qual mexe com todos os sentidos, modifica mundos, contas bancárias e humores. Vou prometer deixar ele entrar caso ele bata na minha porta qualquer dia desses… quem sabe eu possa me contaminar e ver além do muro lá de casa. E o mais legal: contaminar as outras pessoas também.

*Alvin Toffler

peixe beta

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Cultura livre + Teatro Mágico

Maio 21, 2007

Pra quem não sabe software livre é apenas um subtópico.
Tá, tudo bem, um subtópico ilustre, mas ainda assim subtópico!!

A questão em si é a cultura livre/colaborativa!!
A explicação mais simples que consigo pensar no momento:

Colaborar = co (junto) + laborar (trabalhar)

Colaborativo é uma coisa construída à muitas mãos!
Explicado? Acho que sim! =P

Existem grupos que lidam com mídia, com música, com rádio, com software e por aí segue o bonde.

O motivo desse post é um só: Teatro Mágico!

0651409000.jpgt_teatromagico6.jpg

t_teatromagico4.jpganitelli-e-o-fogo.jpg

Estive no primeiro show da turne nordestina da banda que aconteceu aqui no Recife, 20 de Maio. [Por sinal o vocalista comemorou o próprio aniversário no palco!]

Eu já tinha ouvido o cd da “banda”, e quando cheguei no show descobri que se tratava mesmo era de uma trupe. E que trupe!!
Músicos, atores e artistas circenses em cena, fazendo um verdadeiro alvoroço de de vida e luz. Impossível sair do show sem se sentir leve e feliz!

Bem no meio de uma música os artistas viram estátua no palco e a música para.
O único integrante que não parecia ter sofrido pane, se apossou do microfone e mandou:

- Xi.. deu pau! Se estivessem usando software livre não tinha travado.

Ouve-se uma musiquinha de Windows reiniciando e o show volta a carga total!

Ao longo do show seguem-se pequenas farpas à respeito da ordem dos músicos [e o fato de que Dj's e MC's nao são considerados músicos], do pagamento do jabá pras rádios e da banalização do corpo feminino nas propagandas de tv.

Eles não tem gravadora.
Vendem os Cds a R$ 5,00 no lugar do show.
Pedem pra galera ficar a vontade pra fazer piratão e/ou baixar da net. :D

/me afim de ir pra Paraíba atrás do próximo show!!

O site:

http://www.oteatromagico.mus.br/

Os links dos mp3 tao quebrados no site, mas aqui funciona:

http://oteatromagico.palcomp3.cifraclub.terra.com.br/

Sobre as outras coisas colaborativas que falei alguns links:

Centro de Midia Independente
Re:Combo
Radios Livres

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Eu sou a Smalltalk

Maio 14, 2007

You are Smalltalk. You like to treat everyone the same way, but this lack of individuality makes everyone feel like objects.
Which Programming Language are You?

Uuuuuuuuuuuhhh uhhhhhhhhhhhhhhhhh

que linguagem é essa?

De fato até que eu sou pequena, mas eu não conheço essa linguagem =D

peixe beta

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Maio 14, 2007

uahuhuhUAhuhAhuah

taih meu perfil:

You are C++. You are very popular and open to suggestions. Many have tried to be like you, but haven't been successful
Which Programming Language are You?

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Nem me chame*

Maio 14, 2007

Eu estava pensando… aliás, escutando. Minha irmã colocou para tocar um cd da banda Os Camaradas e me chamou atenção. Imaginem só… se um pagodeiro fosse também programador, como ele escreveria as letras das músicas dele? Eu os admiro muito pela noção bastante vasta de repetição. Nada contra pagode(inclusive outros ritmos também usam bastante a repetição), mas se repete e repete então dá para usar for, if, while, essas coisas =D Pensando assim escrevi a letra deles em Python, só pra gente ter uma idéia de como seria uma música de pagode escrita por um compositor programador =D Olha o código:

a = ['Nao me chame nao' , 'viu', 'que eu vou', 'venha, venha, venha']
b = “Que suinge e esse?”
c = “E dos camaradas”
d = ['Samba pra ser bom tem que ser da rapaziada', 'Na boa, na fe, na manha, sem dar porrada',
'Tem que ter perfume chame ai a mulherada', 'Comeca durante o dia e vai invadindo a madrugada',
'Esse sao os caras, os caras sao camaradas']

for i in range(0,4):
print a[0], a[1]
print a[0], a[2]

for i in range(0,4):
print a[3]

for x in range(len(d)):
print d[x]
print b
print c

for y in range(0,3):
for i in range(0,4):
print a[0], a[1]
print a[0], a[2]

for i in range(0,4):
print a[3]

Se a gente rodar vai gerar o seguinte:

Nao me chame nao viu
Nao me chame nao que eu vou
Nao me chame nao viu
Nao me chame nao que eu vou
Nao me chame nao viu
Nao me chame nao que eu vou
Nao me chame nao viu
Nao me chame nao que eu vou
venha, venha, venha
venha, venha, venha
venha, venha, venha
venha, venha, venha
Samba pra ser bom tem que ser da rapaziada
Que suinge e esse?
E dos camaradas
Na boa, na fe, na manha, sem dar porrada
Que suinge e esse?
E dos camaradas
Tem que ter perfume chame ai a mulherada
Que suinge e esse?
E dos camaradas
Comeca durante o dia e vai invadindo a madrugada
Que suinge e esse?
E dos camaradas
Esse sao os caras, os caras sao camaradas
Que suinge e esse?
E dos camaradas
Nao me chame nao viu
Nao me chame nao que eu vou
Nao me chame nao viu
Nao me chame nao que eu vou
Nao me chame nao viu
Nao me chame nao que eu vou
Nao me chame nao viu
Nao me chame nao que eu vou
venha, venha, venha
venha, venha, venha
venha, venha, venha
venha, venha, venha
Nao me chame nao viu
Nao me chame nao que eu vou
Nao me chame nao viu
Nao me chame nao que eu vou
Nao me chame nao viu
Nao me chame nao que eu vou
Nao me chame nao viu
Nao me chame nao que eu vou
venha, venha, venha
venha, venha, venha
venha, venha, venha
venha, venha, venha
Nao me chame nao viu
Nao me chame nao que eu vou
Nao me chame nao viu
Nao me chame nao que eu vou
Nao me chame nao viu
Nao me chame nao que eu vou
Nao me chame nao viu
Nao me chame nao que eu vou
venha, venha, venha
venha, venha, venha
venha, venha, venha
venha, venha, venha

E olhe que eu não coloquei para repetir todas as vezes que era para repetir mesmo =D Acho que compositores do tipo são programadores natos =D porém não se dão conta disso. Só vão “se encontrar” quando fizerem algum curso de programação. Mas vamos deixar isso pra lá, né?!

*Gente, por favor, não me levem a mal! Esse post é apenas uma brincadeira!

peixe beta

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wget pelo proxy

Maio 11, 2007

Olá crianças!!

Depois de um looongo tempo de silencio no blog (leia-se corre-corre na faculdade e toda sorte de confusões e soluções estranhas =P ) estamos de volta!

Como eu ia dizendo….

Essa coisa de baixar o ubuntu novo através do proxy tava fundindo minha cabeça hoje de manhã.. A galera do suporte transforma esse tipo de coisa numa tarefa hercúlea. Eles sempre vão derrubar qualquer download que venha a roubar a (pouca) banda existente…

É aí que entra o wget!!!

Segundo o man do bichinho:

“GNU Wget is a free utility for non-interactive download of files from the Web.
It supports HTTP, HTTPS, and FTP protocols, as well as retrieval through HTTP proxies.”

Traduzindo (de forma beeeem livre):

“GNU Wget é um utilitário livre para baixar arquivos da web de forma não-interativa.
Ele dá suporte aos protocolos de HTTP, HTTPS e FTP, podendo obter esses arquivos através de proxies HTTP.”

Ele é chamado de não interativo porque depois que o donwload começa tudo o que você tem a fazer é deixar o micro ligado, não precisando se manter logado sacou?

O wget tem ainda a fabulosa capacidade de recomeçar um download exatamente de onde ele parou!! ( no meu caso, de onde foi interrompido =P)

Passeando pelo man ( man wget ) você vai se deparar com todo tipo de parâmetros e opções, como, por exemplo, os que permitem que se baixe uma página da web, mantendo a estrutura original de pastas e arquivos.

Fiz o seguinte procedimento:

Setei uma variável de ambiente relativa ao proxy:

export http_proxy="http://usuario:senha@ip-proxy:porta"

mandei o wget pegar o arquivo que eu queria (achei a url do arquivo na net):

wget --proxy=on --tries=0 <link-do-arquivo>

onde:
--proxy=on ativa o download através do proxy
--tries=0 faz com que as tentativas de download caso a conexao caia se repitam até que o arquivo esteja completo

E é isso gente!!!!
Até!

Ahhhh!!!
O link de download do ubuntu: http://ubuntu.c3sl.ufpr.br/releases/feisty/ubuntu-7.04-alternate-i386.iso

E o lugar onde aprendi essas coisas:
http://blog.taragana.com/index.php/archive/how-to-use-wget-through-proxy/

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CVS quem?

Março 7, 2007

Era dia de seminário sobre gerência de configuração, e um grupo tinha acabado de apresentar um trabalho sobre Subversion. Aí, um engraçadinho, sabendo que eu gosto de Software Livre chegou para mim e falou:

- Que pena, o CVS faz isso? Aliás, o que é CVS mesmo?

E eu, pensei logo: ganhei espaço! E respondi:

- CVS significa Concurrent Version System significa Sistema de Versões Concorrentes é uma ferramenta de controle de versão, assim como o Subversion. Claro que o Subversion tem ganho mais terreno, mas o CVS ainda é muito utilizado e o projeto pode até não “investir” em marketing como o Subversion, mas está se melhorando aos poucos. Com ele você pode brincar de fazer e desfazer modificações em arquivos(de preferência que não seja binário) e ainda ter a sorte de ter todas as versões produzidas armazenadas e a seu dispor =] Um dos mitos existentes é que o CVS é para uso de empresas e grandes grupos e etc… mas isso não é verdade, você pode utilizá-lo em sua casa, individualmente, numa boa.

O cidadão ficou calado, com ar irônico, como quem quer atacar novamente, então eu contrataquei, com base em informações relacionadas que foram omitidas no seminário. Para contar vantagens, eu fui falar do RCS e sua “perspicácia”. O subversion também utiliza um sistema parecido, que eu claro, não explicaria para o rapaz, pois meu foco era o CVS. Continuei:

- O CVS trabalha utilizando um tal de RCS, o Revision Control System, ou Sistema de Controle de Revisão. O RCS cede ao CVS, entre outras coisas, uma característica importantíssima: o modo de armazenamento de arquivos, na prática, os arquivos de histórico. Eles terminam com “,v” e são arquivos de texto inteligentes. Ele coloca todas as versões de um mesmo arquivo em apenas um arquivo “.txt”.

Ele, para alegrar a conversa “pega a deixa”:

- Vixe! Imagino a beleza! Um arquivão, cheio de texto, para procurar alguma coisa a pessoa sofre!

- Aí que vem a grande sacada! São armazenadas nesse arquivo apenas as modificações – Respondi.

- Oxi, e como é que é isso? Não estou entendendo! Tem algo errado aí… tem certeza disso que você falou agora?

Continuei a minha explanação:

- Porque esse arquivo de texto, o arquivo de histórico que falei, possui strings especiais, tipo códigos que “separam” e identificam cada versão e que permanecem escondidos do usuário. Quando o usuário visualizar o arquivo, esses códigos do arquivo “,v” não serão vistos. Será vista ou a versão mais recente ou a versão solicitada pelo usuário. Os códigos que existem no arquivo separam e organizam as informações de forma eficiente.

Foi aí que ele começou a ponderar e o mais importante: calar a boca em relação ao CVS. Eu, já me contentando e me achando a garota-propaganda do CVS falei mais ainda:

- Outra ferramenta muito importante da qual o CVS faz uso é do diff. É ele mesmo! O diff que a gente utiliza em terminal, porém implementado para o CVS.

Ele respondeu:

- É… até que parece ser legal o CVS…

- Ele é muito legal, e para quem não gosta de linha de comando, também existe a opção de utilizar interfaces gráficas como o Cervisia e de utilizar um diff bem bonitinho, que é o kdiff3, muito fofinho. – Falei já rindo.

Mas como nem tudo é belo, eu tive que falar dos pontos fracos:

- Infelizmente, o CVS também possui pontos fracos, como por exemplo a falta de habilidade com arquivos binários(vale lembrar que o .doc, o .odt são binários).

Ele respondeu reticencioso:
- É… tem que melhorar ainda, mas parece ser bom. Qualquer dia desses vou testar.

Olhei para o rapaz com um jeito de quem diz “satisfeito, ou ainda vai tirar onda?”. Ele saiu de perto. Talvez tivesse saído para procurar argumentos contra, ou quem sabe disseminar o que acabou de ouvir…
Mesmo assim eu fiquei feliz no final da conversa, pois ele pode ao menos pensar diferente. Também, depois de todo comercial, nada mais justo!

peixebeta